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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um vazio e nenhum feliz

Tudo tem um princípio e um fim; tudo tem uma causa e um efeito.
E se já não conseguíssemos ver o início, aperceber-nos-íamos do seu fim? Se já não percebêssemos as causas conseguiríamos, ainda, evitar os efeitos?

Se o fim estivesse em marcha, se os efeitos estivessem à vista de todos, conseguirias descobrir as suas causas – ler para além de ti – para voltarmos ao início?
Quanto tempo mais precisaremos para conseguirmos fugir ao imediato, a um ofuscante hedonismo, para voltarmos a ser aquilo que era suposto sermos: filhos de Deus: nascidos à Sua imagem para amarmo-nos, aos outros, à vida e a Ele.
Tudo o que conseguimos nesta vida (ego)cêntrica é afastarmo-nos de nós mesmos, dos outros, da vida, Dele. E para quê? Para (falsamente) sentir algo com que nos convencemos ser melhor ou será para tirarmos do coração o peso das consequências de nos entregarmos a Deus?
Tudo o que eu vejo é a divinização (do prazer) do eu, e com ela, uma vida sem sentido, sem verdadeira paixão ou paz.

É mesmo preciso ter coragem para amar, de viver a vida pelo que ela é e não ter medo de a viver com um amor puro e verdadeiro; coragem para não cair perante o medo de…

Conseguimos mesmo ser felizes sem um pai ou mãe do nosso lado? Sentir-me-ia só se passasse por isso.
Porque abandonamos nós quem nos ama, quem precisa de nós e nos quer?

Como é possível ser feliz no vazio?

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