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domingo, 19 de dezembro de 2010

A rapariga no teu olhar

Sempre que isto acontece, acabo por pensar em que é que ela foi diferente e outras tantas não.
Todos os dias da semana vejo pessoas: dia após dia e outras que vejo uma vez na vida. Porque é que a tua presença me modificou? Já lá vão tantos anos e quando penso em porque é que isso acontece, continuo sem saber explicar como

Seria o tom da tua pele? A tua cara? A tua figura? O teu olhar? Seria isso tudo junto? Acho que só podia ser isso tudo junto porque cada bocado teu, cada pormenor teu, já os vi com outro brilho noutras raparigas. Mas o unir delas farão de ti algo assim tão singular, para mim? Pergunto-me se não será a rapariga que vejo nos teus olhos quando estou contigo.

Desta última vez que estive contigo observei-te cuidadosamente para tentar perceber o que me tinha acontecido. Olhei com atenção para a tua cara, a tua figura, os teus olhos e para o teu corpo e notei um monte de coisas que não tinha visto antes: reparei como ficavas diferente com o cabelo não amarrado; reparei que como eu, também tens dentes mais salientes; reparei como os teus olhos percorreram o sítio e as pessoas que estavam connosco; reparei no teu à vontade a falar com as pessoas para dizer o que querias dizer e… acho – acho – que percebi o teu olhar!

Sempre que isto acontece, acabo por pensar em que é que ela foi diferente e outras tantas não.
Todos os dias da semana vejo pessoas: dia após dia e outras que vejo uma vez na vida. Porque é que a tua presença me modificou? Já lá vão tantos anos e quando penso em porque é que isso acontece, continuo sem saber explicar como

Seria o tom da tua pele? A tua cara? A tua figura? O teu olhar? Seria isso tudo junto? Acho que só podia ser isso tudo junto porque cada bocado teu, cada pormenor teu, já os vi com outro brilho noutras raparigas. Mas o unir delas farão de ti algo assim tão singular, para mim? Pergunto-me se não será a rapariga que vejo nos teus olhos quando estou contigo.

Desta última vez que estive contigo observei-te cuidadosamente para tentar perceber o que me tinha acontecido. Olhei com atenção para a tua cara, a tua figura, os teus olhos e para o teu corpo e notei um monte de coisas que não tinha visto antes: reparei como ficavas diferente com o cabelo não amarrado; reparei que como eu, também tens dentes mais salientes; reparei como os teus olhos percorreram o sítio e as pessoas que estavam connosco; reparei no teu à vontade a falar com as pessoas para dizer o que querias dizer e… acho – acho – que percebi o teu olhar!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"és o meu diário"

"és o meu diário" foi sempre algo que me ficou na cabeça. Por estranho que pareça, até a mim isso me admira ainda hoje.
A verdade é que junto a isso estava uma rapariga com que partilhava algo especial para mim: ambos sonhavamos com a mesma coisa. Mas esses tempos chegaram abruptamente ao fim há 5 anos.
Tentei como pude reencontrá-la mas sem resposta... literalmente sem resposta.
Perguntei-me se lhe teria acontecido algo e preocupei-me - a sério. De todas as pessoas que do nada deixaram de falar comigo tu foste a única que realmente me custou ter desaparecido e ainda hoje não sei porquê. Não consigo perceber porquê... quando parecias "gostar tanto de mim" ao ponto de me chamares o teu diário e depois desapareces, assim.

Mas depois de tantos anos reencontrei-te. Ao início fiquei feliz por estares bem - porque acima de tudo, saber que nada te tinha acontecido quando já temia o pior, foi reconfortante e apaziguante. Só que ao mesmo tempo lembrei-me como nunca me respondeste e nunca me tentaste contactar novamente.
Penso que secalhar deveria não ter entrado em contacto novamente. Penso se devo sequer perguntar se está tudo bem. Para quê, tu é que nunca mais pensaste em mim enquanto eu sempre me lembrei de ti. Mas acima de tudo quero mesmo que sejas feliz porque me faz a mim feliz saber que estás bem com quem te ama - e que te ame tanto quanto tu o amas!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

1923-2010

Vão nove dias desde que a minha avó faleceu.
Naquele dia tive que fazer muita força para conseguir pôr os meus braços à volta das pessoas e dizer algo para as acalmar ou reconfortar. Fiz tanta força por vezes para não chorar também, que até me doía a barriga.

Eu nunca fui se sentir as coisas à primeira. Sempre me "bateu" mais tarde. Coisas pequenas, grandes, sempre as senti de facto com o passar do tempo.
Agora começo a sentir saudades e a estranheza de não a ter aqui para a visitar. Só falar dela no passado é algo de que ainda não me consegui enteirar porque, sinceramente, a minha mente ainda tem que perceber que "ela era assim..." não é igual a "ela gosta disto..."

Os meus anos vem ai e ela sempre vinha cá jantar quando podia... mas isso acabou.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma luz brilhante

Foi num dia de Verão.
O sol estava forte e demasiado brilhante para os meus olhos. Levantei a mão e encostei-a aos olhos na tentativa de os tapar do sol, mas o brilho era muito, e de costas para a parede branca, fechei os olhos e comecei a sonhar.

Num sítio completamente escuro, pequenas gotas de imagens caiam à minha frente. Em nenhures caiam e rebentavam, mostrando-as, uma por uma: todas aquelas que viviam no meu coração, desde pequeno (lembrou-me até de pessoas que a minha mente tinha guardado há muitos, muitos anos).
O rebentar das gotas lembrava-me: elas um dia sorriram para mim; olharam para mim como eu olhava para elas. E uma atrás da outra, enchiam o meu coração de tristezas passadas transformadas em novas alegrias. Então, estendi a mão para as tocar, para lhes sentir a vida que me levaram bocado a bocado quando era um menino, um rapaz jovem e depois adulto.
A última gota trouxe-te até mim. Aquele teu olhar… eu já o tinha visto…
Gravou-se dentro de mim e como que uma dor apareceu em mim. Não sei muito bem descrevê-la, mas doía. Era uma dor de consciência que me magoava o coração: aquele teu olhar não era diferente do delas, pelo contrário, era exactamente igual. Iludi-me uma e outra vez com esse olhar. Quando ao início parecia que vos podia alcançar, o olhar que realmente me davam era de que não me viam. Não era para mim o vosso olhar… não era.
E assim como o teu olhar não era meu, também o delas nunca tinha sido e mais uma vez senti-me iludido e novamente magoado, pois todas as gotas caídas não tinham saído mais do que um abrir de feridas que me tinham custado a minha paz e a minha felicidade, feridas essas que nem lágrimas curaram.

Aquela luz forte e dolorosa… percebi que era para mim. Não havia maneira de lhe fugir. Era a verdade.




E a única coisa que sempre quis foi ser amado…

terça-feira, 13 de julho de 2010

O toque

O mundo era fogo; o mundo era escuridão; o mundo era um vazio imenso. O mundo era tudo isto, mas no meio estava um pequeno lago, um lago que brilhava.
Foi quando olhei para ele da primeira vez, que vi o meu corpo tal como era. Nunca antes me tinha visto assim. Só as chamas do fogo me deram uma pequena amostra do meu ser.
Aquela água límpida e cristalina mostrou-me a minha vida, mostrou-me quem era e o que era suposto ser.
Estiquei a minha mão para lhe tocar e quando o meu dedo sentiu aquela água quente o meu corpo brilhou na escuridão com uma luz que cobriu a terra, centímetro após centímetro, metro após metro.
Aquele vazio em mim, aquela... escuridão, saíram de mim finalmente. Sentia-me novo, leve e feliz porque sentia um sentido em mim. Então, um homem em vestes branco, com pés sobre a água, estendeu-me a mão.
Agarrei-a e, lentamente, caminhamos sobre essa água, onde ele me explicou quem era: Ele tinha-me criado e procurava por mim desde que nasci para lhe fazer companhia.
Perguntei-Lhe porque não me tinha vindo buscar antes. Respondeu-me que tinha estado sempre ali sobre a água à espera... à espera que eu quisesse ir ter com Ele.

Finalmente livre, renascido e pronto para ser eu, pois Ele era o meu sentido.

sábado, 26 de junho de 2010

As raparigas da minha aldeia

Há algo que me tem feito matutar um bom bocado à procura de uma explicação – a qual ainda não consegui arranjar.

Como é que as raparigas da minha aldeia são tão diferentes das raparigas do sítio onde vivo?
Não é da idade, porque há-as de várias idades; Não são as roupas ou os acessórios – porque sinceramente ambas podiam estar em qualquer lado e não se notava a diferença…
Será da água pura, dos inúmeros campos, dos montes verdes, do rio que atravessa a aldeia, do silêncio doce à noite, do audível cantar das aves, dos arraiais de Agosto e do enorme céu estrelado nas noites de Verão? Será também da amabilidade daquela gente que cumprimenta um desconhecido, que ama o convívio e chora de alegria com a visita das “suas” crianças que cresceram e partiram?

Quem sabe?
Secalhar, agora até sei o que as torna especiais…

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um vazio e nenhum feliz

Tudo tem um princípio e um fim; tudo tem uma causa e um efeito.
E se já não conseguíssemos ver o início, aperceber-nos-íamos do seu fim? Se já não percebêssemos as causas conseguiríamos, ainda, evitar os efeitos?

Se o fim estivesse em marcha, se os efeitos estivessem à vista de todos, conseguirias descobrir as suas causas – ler para além de ti – para voltarmos ao início?
Quanto tempo mais precisaremos para conseguirmos fugir ao imediato, a um ofuscante hedonismo, para voltarmos a ser aquilo que era suposto sermos: filhos de Deus: nascidos à Sua imagem para amarmo-nos, aos outros, à vida e a Ele.
Tudo o que conseguimos nesta vida (ego)cêntrica é afastarmo-nos de nós mesmos, dos outros, da vida, Dele. E para quê? Para (falsamente) sentir algo com que nos convencemos ser melhor ou será para tirarmos do coração o peso das consequências de nos entregarmos a Deus?
Tudo o que eu vejo é a divinização (do prazer) do eu, e com ela, uma vida sem sentido, sem verdadeira paixão ou paz.

É mesmo preciso ter coragem para amar, de viver a vida pelo que ela é e não ter medo de a viver com um amor puro e verdadeiro; coragem para não cair perante o medo de…

Conseguimos mesmo ser felizes sem um pai ou mãe do nosso lado? Sentir-me-ia só se passasse por isso.
Porque abandonamos nós quem nos ama, quem precisa de nós e nos quer?

Como é possível ser feliz no vazio?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Contacto

O primeiro contacto começa no infantário e dai passas para a primária.

Passam um, dois, três, quatro anos. Conheceste. E a única coisa que pensas é que a escola chegou ao fim.
Agora dizem-te que vais conhecer novos amigos, mais professores… que vai ser diferente.

Começou a primavera e o verão de um novo “eu”: começas a falar com raparigas – secalhar até te apaixonas pela primeira vez, e por mais que tentes explicar o que sentes a ti próprio, é algo tão bom e tão novo que parece que não tens coração que chegue para aquela rapariga (aquela que tu aprendeste a ver de uma maneira tão especial); começam as amizades que irão durar anos e anos, secalhar para sempre. Algo, em ti, despertou…
Mas a escola acabou e ficaste separado dos teus amigos outra vez.
Algo agora foi diferente. Pela primeira vez tiveste consciência do que era saudade e solidão. A falta deles, até que não era muito grande, mas no teu dia-a-dia tu já contavas com eles e ai apercebeste-te de que secalhar eram mais importantes para ti do que pensavas.

Vais trabalhar. É o teu primeiro emprego.
Até aqui estavas apenas com pessoas da tua idade, mas agora tu és o mais novo. E demorou até te conseguires adaptar. Já não podias falar da mesma maneira como antigamente. Agora havia uma separação invisível entre ti e eles e uma incerteza na pessoa que ali podias ser.
O tempo passou e foste ficando mais à vontade. Algumas pessoas formaram o teu novo grupo – quando pensavas que não iria voltar a acontecer, especialmente quando na tua cabeça imaginavas um mundo onde os adultos já não faziam amigos, onde os amigos faziam-se apenas na escola e depois disso tudo era colega de trabalho ou conhecido.
É quando os teus novos amigos se começam a ir embora um a um, que tu estranhas o que começaste a sentir: Pela primeira vez sentiste uma saudade realmente sentida.
Sentes que foste apanhado de surpresa. Já tinhas tido saudades, mas não assim. Pela primeira vez magoou-te – e tu desejaste que tudo fosse como antes.

Tu sabes que vem mais pelo caminho… e começas a pensar novamente num novo abrir - num novo sentir?

quarta-feira, 17 de março de 2010

E se doer?

E se dói? E então?

“Se amares vai doer… é assim. Se o sentimento é tão forte, quando doer, é claro que vai doer bem.
Vai ser por causa disso que não vais querer amar? Também não vais sofrer por não tentar? Isso é certo. Se aceitares és capaz de ser feliz… para sempre.”
“Perdeste anos da tua vida? Só se quiseres abrir mão deles. Viveste uma doença, um problema... eu sei. Por muito que tenha custado, no fundo foi só isso. Continuaste a sentir, pensar e sonhar, não só, mas com aqueles que querias do teu lado, ou não?
Agora a decisão do caminho que vais seguir é tua.”
“Prometeste o teu amor – o teu sonho de vida – a Deus pela saúde daquela pessoa. Custa-te imaginar se realmente vais ter aquela rapariga ou não, se algum dia se gostares ela vai ter contigo e falar contigo para que possas finalmente amar alguém e ser amado? Eu sei que custa, mas amor é sacrifício também. E quem sabe, um dia… talvez alguém te olhe e te sorria!”

Deus não te ia dar nada que não conseguisses aguentar.