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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Caminho, a Verdade e a Vida - I

Já ouvi muitas pessoas dizerem que Deus é mau, que não se importa. Houve quem o chamasse de tirano.
Mas a verdade é bem diferente.

Podendo responder a isto em dois momentos, começarei pelo fim.
Para perceber que Deus não é mau de modo algum, lembrem-se da morte Cristo.
Antes de Jesus, todos os que morriam iam para um sítio parecido com o inferno (Hades) ou para outro local que não o céu, uma espécie de lugar de espera (seio de Abraão). O que quer dizer que mesmo os bons não iam para o céu directamente. Porquê? Porque não eram puros. Bons, mas depois de pecar, impuros e incapazes de obter a purificação/santificação por si próprios. A salvação é e sempre será um dom de Deus, que ninguém pode ou tem o direito de a exigir.
É graças a essa “graça” que obtemos o paraíso. E foi com a morte do “Deus vivo” que venceu a morte, que obtivemos essa graça!
Estas palavras já as devem ter ouvido mais do que uma vez mas se pararem para pensar, elas dizem algo de muito profundo e vital para nós.
A vinda e a morte de Jesus teve dois propósitos: mostrar a palavra de Deus e a nossa salvação.

Aqui alguns poderão dizer: “E então? Um Homem mau também consegue fazer coisas boas.”
A verdade é que o sacrifício de Deus (o Cordeiro) trouxe-nos aquilo que tínhamos perdido desde Adão e Eva: a pureza que só Deus possui. Sem ela - por nossa causa - perdemos o céu (estar na presença de Deus), mas com Cristo, recuperámo-la novamente porque Jesus santificou-nos.
Mas então o que significa verdadeiramente o sacrifício de Cristo e vencer a morte? Será esta morte, física?
Quando Jesus morreu, Ele venceu a morte no pecado, a morte longe de Deus – algo a que estávamos condenados – e assim abriu o caminho para Deus, porque Ele é o único caminho para Deus. Assim, quando nós O deixamos entrar no nosso coração, passamos a ser um só e assim obtemos também a salvação ("Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente").
Assim, se recuarmos um bocado poderemos ver porque é que não só Deus não é mau, como é perfeitamente bom e cheio de amor (absolutamente e perfeitamente um e outro): a razão pela qual não obtemos o céu é porque não somos puros por causa dos nossos pecados, logo não podemos estar na presença de Deus. Mas como Jesus não conheceu pecado no seu nascimento ou na sua vida, permaneceu puro, logo, O único capaz de nos dar a salvação.
Não é uma questão de ser muito mau ou só um bocadinho mau. Não há espaço para maldade ou qualquer pecado, impureza em Deus. Foi essa pureza que purificou o impuro para que ele se salvasse; foi essa pureza que nos santificou.
Há muita gente boa neste momento, no entanto, quantos morreriam na cruz pelos pecados da Humanidade? Consciente desse mesmo sacrifício?
Deus fez isso pelo amor incondicional aos Seus filhos. Foi a Sua bondade e o Seu amor que o fizeram nascer, ser insultado, ultrajado, curar, ensinar, lavar os pés dos apóstolos, morrer na cruz e perdoar.

“Jesus disse-lhe: Sou eu o caminho. Sim, e a verdade e a vida. Ninguém pode chegar ao Pai sem ser através de mim.”
“O Deus vivo” não é uma mera expressão, é a Verdade de e em Cristo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Versus

A minha vida será sempre desconhecida e desvelada todo o segundo que viverei. Abrirei os olhos e sentirei o meu ligar: sofrerei acompanhado e só, amar-me-ei a mim e a ti, temerei o meu fim e o teu. Pensarei vezes sem conta no passado, presente e futuro e ainda assim tirarei conclusões apenas para as corrigir a seguir. Não me conhecerei a mim nem a ti. Assim serei eu... sempre: auto-insuficiente por natureza, co-dependente de algo mais. Portador de inconsistências e errático, não sei melhor. Definharei e padecerei, pois serei para sempre.


Autómato, farei o que me for dito, quando for dito, porque assim me foi dito. Sistemático e linear, esgoto-me em tempo e estados. Serei para sempre o que alguém me fez e só mudarei pela mão dos outros. Só ou apenas eu? Não sei o que é um “tu”. Deveria? O que realmente significa “eu”? Não compreendo. Li “penso, logo existo”. O que significa pensar? O que significa existir? Eu também penso? Eu também existo?

domingo, 19 de dezembro de 2010

A rapariga no teu olhar

Sempre que isto acontece, acabo por pensar em que é que ela foi diferente e outras tantas não.
Todos os dias da semana vejo pessoas: dia após dia e outras que vejo uma vez na vida. Porque é que a tua presença me modificou? Já lá vão tantos anos e quando penso em porque é que isso acontece, continuo sem saber explicar como

Seria o tom da tua pele? A tua cara? A tua figura? O teu olhar? Seria isso tudo junto? Acho que só podia ser isso tudo junto porque cada bocado teu, cada pormenor teu, já os vi com outro brilho noutras raparigas. Mas o unir delas farão de ti algo assim tão singular, para mim? Pergunto-me se não será a rapariga que vejo nos teus olhos quando estou contigo.

Desta última vez que estive contigo observei-te cuidadosamente para tentar perceber o que me tinha acontecido. Olhei com atenção para a tua cara, a tua figura, os teus olhos e para o teu corpo e notei um monte de coisas que não tinha visto antes: reparei como ficavas diferente com o cabelo não amarrado; reparei que como eu, também tens dentes mais salientes; reparei como os teus olhos percorreram o sítio e as pessoas que estavam connosco; reparei no teu à vontade a falar com as pessoas para dizer o que querias dizer e… acho – acho – que percebi o teu olhar!

Sempre que isto acontece, acabo por pensar em que é que ela foi diferente e outras tantas não.
Todos os dias da semana vejo pessoas: dia após dia e outras que vejo uma vez na vida. Porque é que a tua presença me modificou? Já lá vão tantos anos e quando penso em porque é que isso acontece, continuo sem saber explicar como

Seria o tom da tua pele? A tua cara? A tua figura? O teu olhar? Seria isso tudo junto? Acho que só podia ser isso tudo junto porque cada bocado teu, cada pormenor teu, já os vi com outro brilho noutras raparigas. Mas o unir delas farão de ti algo assim tão singular, para mim? Pergunto-me se não será a rapariga que vejo nos teus olhos quando estou contigo.

Desta última vez que estive contigo observei-te cuidadosamente para tentar perceber o que me tinha acontecido. Olhei com atenção para a tua cara, a tua figura, os teus olhos e para o teu corpo e notei um monte de coisas que não tinha visto antes: reparei como ficavas diferente com o cabelo não amarrado; reparei que como eu, também tens dentes mais salientes; reparei como os teus olhos percorreram o sítio e as pessoas que estavam connosco; reparei no teu à vontade a falar com as pessoas para dizer o que querias dizer e… acho – acho – que percebi o teu olhar!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"és o meu diário"

"és o meu diário" foi sempre algo que me ficou na cabeça. Por estranho que pareça, até a mim isso me admira ainda hoje.
A verdade é que junto a isso estava uma rapariga com que partilhava algo especial para mim: ambos sonhavamos com a mesma coisa. Mas esses tempos chegaram abruptamente ao fim há 5 anos.
Tentei como pude reencontrá-la mas sem resposta... literalmente sem resposta.
Perguntei-me se lhe teria acontecido algo e preocupei-me - a sério. De todas as pessoas que do nada deixaram de falar comigo tu foste a única que realmente me custou ter desaparecido e ainda hoje não sei porquê. Não consigo perceber porquê... quando parecias "gostar tanto de mim" ao ponto de me chamares o teu diário e depois desapareces, assim.

Mas depois de tantos anos reencontrei-te. Ao início fiquei feliz por estares bem - porque acima de tudo, saber que nada te tinha acontecido quando já temia o pior, foi reconfortante e apaziguante. Só que ao mesmo tempo lembrei-me como nunca me respondeste e nunca me tentaste contactar novamente.
Penso que secalhar deveria não ter entrado em contacto novamente. Penso se devo sequer perguntar se está tudo bem. Para quê, tu é que nunca mais pensaste em mim enquanto eu sempre me lembrei de ti. Mas acima de tudo quero mesmo que sejas feliz porque me faz a mim feliz saber que estás bem com quem te ama - e que te ame tanto quanto tu o amas!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

1923-2010

Vão nove dias desde que a minha avó faleceu.
Naquele dia tive que fazer muita força para conseguir pôr os meus braços à volta das pessoas e dizer algo para as acalmar ou reconfortar. Fiz tanta força por vezes para não chorar também, que até me doía a barriga.

Eu nunca fui se sentir as coisas à primeira. Sempre me "bateu" mais tarde. Coisas pequenas, grandes, sempre as senti de facto com o passar do tempo.
Agora começo a sentir saudades e a estranheza de não a ter aqui para a visitar. Só falar dela no passado é algo de que ainda não me consegui enteirar porque, sinceramente, a minha mente ainda tem que perceber que "ela era assim..." não é igual a "ela gosta disto..."

Os meus anos vem ai e ela sempre vinha cá jantar quando podia... mas isso acabou.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma luz brilhante

Foi num dia de Verão.
O sol estava forte e demasiado brilhante para os meus olhos. Levantei a mão e encostei-a aos olhos na tentativa de os tapar do sol, mas o brilho era muito, e de costas para a parede branca, fechei os olhos e comecei a sonhar.

Num sítio completamente escuro, pequenas gotas de imagens caiam à minha frente. Em nenhures caiam e rebentavam, mostrando-as, uma por uma: todas aquelas que viviam no meu coração, desde pequeno (lembrou-me até de pessoas que a minha mente tinha guardado há muitos, muitos anos).
O rebentar das gotas lembrava-me: elas um dia sorriram para mim; olharam para mim como eu olhava para elas. E uma atrás da outra, enchiam o meu coração de tristezas passadas transformadas em novas alegrias. Então, estendi a mão para as tocar, para lhes sentir a vida que me levaram bocado a bocado quando era um menino, um rapaz jovem e depois adulto.
A última gota trouxe-te até mim. Aquele teu olhar… eu já o tinha visto…
Gravou-se dentro de mim e como que uma dor apareceu em mim. Não sei muito bem descrevê-la, mas doía. Era uma dor de consciência que me magoava o coração: aquele teu olhar não era diferente do delas, pelo contrário, era exactamente igual. Iludi-me uma e outra vez com esse olhar. Quando ao início parecia que vos podia alcançar, o olhar que realmente me davam era de que não me viam. Não era para mim o vosso olhar… não era.
E assim como o teu olhar não era meu, também o delas nunca tinha sido e mais uma vez senti-me iludido e novamente magoado, pois todas as gotas caídas não tinham saído mais do que um abrir de feridas que me tinham custado a minha paz e a minha felicidade, feridas essas que nem lágrimas curaram.

Aquela luz forte e dolorosa… percebi que era para mim. Não havia maneira de lhe fugir. Era a verdade.




E a única coisa que sempre quis foi ser amado…